Todos os artigos

Vender, doar ou descartar: 6 jeitos de recuperar o dinheiro do estoque parado

· 4 min de leitura

Existem seis caminhos para o estoque parado: liquidar na própria loja, vender online, trocar com o fornecedor, vender para um comprador de lotes, doar e, por último, descartar. Siga nessa ordem. Os primeiros devolvem mais dinheiro, mas dão mais trabalho. Os últimos são rápidos, mas devolvem pouco ou nada.

Um exemplo do começo ao fim: 48 velas aromáticas de figo, custo de R$ 38, preço de venda de R$ 89,90. São R$ 1.824 parados, vendendo umas três por mês. (Como achar produtos assim: Estoque parado: como identificar.)

1. Liquidar na própria loja

Quase sempre é aqui que você recupera mais: sem taxa de marketplace, sem frete. Primeiro mude o produto de lugar, depois baixe o preço. A R$ 89,90, sobram R$ 51,90 acima do custo, antes dos impostos. A R$ 59,90, ainda sobram R$ 21,90.

Muitas vezes funciona melhor que a etiqueta vermelha: um kit. “Vela, fósforos e cartão por R$ 99” vende de outro jeito no Dia das Mães ou no Natal do que uma vela com desconto num cesto de promoção. E evite encher a loja de placas de “50% off”. Isso atrapalha a venda dos produtos com preço cheio.

2. Vender online

Online você alcança mais gente, mas ganha menos por peça. Para peças avulsas: OLX ou Mercado Livre. Para quantidades maiores: Mercado Livre ou Shopee, com um anúncio para várias unidades. Se a sua loja tem seguidores fiéis no Instagram, um post de “últimas peças, só esta semana” costuma ser o caminho mais rápido, e de graça. Alimentos perto do vencimento combinam com apps como o Food To Save.

Conte o trabalho: fotos, perguntas, embalagem, correio. Para uma vela de R$ 50 só compensa em quantidade. Para um jogo de cerâmica de R$ 300, compensa mais.

3. Trocar com o fornecedor

O caminho mais esquecido. Normalmente você não tem esse direito, mas muitos fornecedores aceitam troca, principalmente quando você está fazendo um pedido novo. “Vou levar 30 peças da coleção nova. Dá para trocar as 20 velas do ano passado?” O fornecedor quer o pedido novo. Conte com crédito parcial ou troca, não com o custo inteiro de volta.

4. Vender para um comprador de lotes

Sai tudo de uma vez, com uma nota só. O preço é uma pequena fração do seu custo. Se um comprador oferece R$ 8 por vela, são R$ 384 em vez de R$ 1.824. Dói, mas é dinheiro no caixa e uma prateleira livre. Vale para quantidades grandes de produtos que não estragam. Peça mais de uma proposta.

5. Doar

Alimentos podem ir para bancos de alimentos ou para o Mesa Brasil Sesc. Outros produtos, para bazares beneficentes e instituições. Não entra dinheiro, mas você ganha espaço e não paga o descarte. Doações podem ter efeito fiscal, por exemplo no ICMS, e as regras mudam conforme o estado e o regime da loja. Antes de doar quantidades maiores, fale com o seu contador.

6. Descartar e dar baixa

Produto vencido ou quebrado precisa sair. Registre o quê, quanto, quando e por quê, com foto. Assim o seu contador consegue dar baixa no estoque do jeito certo. Sem registro, a mercadoria simplesmente some no inventário.

Qual caminho serve para quê

CaminhoO que voltaTrabalhoServe para
Liquidar na lojaem geral, o maior retornopoucoquase tudo
Onlinemédioalto por peçapeças avulsas, preço mais alto
Fornecedorcrédito ou trocauma conversafornecedores ativos
Comprador de lotespoucopoucograndes quantidades, produto durável
Doarespaço, sem dinheiropoucoproduto bom que ninguém compra
Descartarsó no fiscalpoucoproduto realmente estragado
Mês 12
  1. 1Liquidar na própria lojaem geral, o maior retorno
  2. 2Vender onlinemédio
  3. 3Troca com o fornecedorcrédito ou troca
  4. 4Comprador de lotespouco
  5. 5Doarespaço, sem dinheiro
  6. 6Descartarsó no fiscal
Simplificado: quanto mais tempo o estoque fica parado, menos caminhos sobram. Depois de doze meses, muitas vezes só os três de baixo.

Para as velas: três semanas perto da entrada, depois R$ 59,90 e um kit de Natal. O que sobrar em janeiro volta para o fabricante como troca ou vai para um comprador de lotes.

O ganho de verdade é a prateleira

Esperar também deixa tudo mais difícil. Quanto menos opção sobra, mais devagar o resto vende. Pesquisadores colocaram esse efeito nos seus modelos de liquidação de fim de temporada e testaram em três grandes redes de varejo (Smith & Achabal, 1998). Numa loja pequena fica assim: três velas que sobraram num canto já não parecem oferta. Parecem sobra.

Onde estavam 48 velas, agora pode ficar um café que vende dez pacotes por semana. Esse metro de prateleira passa a render num mês mais do que as velas renderam no ano. Por isso: comece cedo. Depois de três meses, todos os caminhos ainda estão abertos. Depois de doze, muitas vezes só sobram o comprador de lotes e a doação.

Fontes